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Sl119 – Ovelha perdida
“Chegue a ti, Senhor, a minha súplica; dá-me entendimento, segundo a tua palavra. Chegue a minha petição à tua presença; livra-me segundo a tua palavra. Que os meus lábios te louvem, pois me ensinas os teus decretos. Que a minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justos. Que a tua mão venha me socorrer, pois escolhi os teus preceitos. Anseio pela tua salvação, Senhor; a tua lei é o meu prazer. Que eu possa viver para te louvar; e que os teus juízos me ajudem. Ando errante como ovelha perdida; procura o teu servo, pois não me esqueço dos teus mandamentos” – Sl119.169 a 176
Chegamos à última estrofe do Salmo 119, referente à letra Tau do alfabeto hebraico. Ao longo das últimas semanas, vimos 10 entre as 22 estrofes deste salmo, cujo tema central é a Palavra de Deus e seu propósito de ensinar, encorajar, confrontar o povo de Deus em direção à sua vontade.
Nesta última estrofe, o tema é oração e louvor por meio da Palavra. Depois de tudo que o autor afirmou e refletiu sobre a Palavra e seu valor, nesta estrofe temos a reação pessoal dele.
Ele orou. Refletir sobre Deus e sua Palavra, gerou o desejo e a necessidade de orar no coração do salmista. Ele suplicou diretamente a Deus. Pediu para ser ouvido, pediu entendimento e livramento segundo a Palavra, pediu socorro através da boa mão do Senhor.
Encontramos um pedido especial do salmista, repetido três vezes nesta estrofe. Ele orou: “Que os meus lábios te louvem...; que a minha língua celebre a tua lei...; e, que eu possa viver para te louvar”. Ele entendeu o que o Catecismo de Westminster declara como a finalidade do ser humano, que é glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre.
Ele também afirmou ter encontrado prazer na lei de Deus, verdade repetida outras vezes ao longo do salmo. E falou do seu anseio, seu suspiro por Deus. O coração deste servo estava inclinado para Deus; ele queria conhecer e viver a vontade de Deus.
Como terminar um poema tão profundo e tão bem elaborado? O autor escolheu terminar de forma surpreendente. O último verso diz: “Ando errante como ovelha perdida; procura o teu servo, pois não me esqueço dos teus mandamentos”.
Ovelha perdida? Como alguém que fala de Deus e fala com Deus pode considerar a si mesmo como “ovelha perdida”? Ovelha é a representação de um servo de Deus. O salmo 23, João 10 e muitos textos dos profetas, usam a figura de uma ovelha e um rebanho, para falar dos filhos de Deus.
A expressão ovelha perdida precisa ser avaliada com o pedido que ele fez depois, ao dizer: “procura o teu servo”. É o reconhecimento da dependência de Deus e da própria incapacidade de salvar a si mesmo. Uma ovelha errante precisa de que alguém a procure, a resgate, a cure e cuide dela.
Não somos todos nós, ovelhas perdidas, errantes, precisando ser achadas, curadas e transformadas pelo Senhor?
Que refletir sobre este salmo nos encoraje a orar como seu autor, clamando para que o Senhor nos encontre e nos cure, para que a sua Palavra nos ensine e nos transforme e para que nossa vida seja para o louvor da glória de Deus!
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