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Sl119 – Vivifica-me!
“Olha para a minha aflição e livra-me, pois não me esqueço da tua lei. Defende a minha causa e liberta-me; vivifica-me, segundo a tua promessa. A salvação está longe dos ímpios, pois não procuram os teus decretos. Muitas, Senhor, são as tuas misericórdias; vivifica-me, segundo os teus juízos. São muitos os meus perseguidores e os meus adversários, mas eu não me desvio dos teus testemunhos. Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra. Vê como amo os teus preceitos; vivifica-me, Senhor, segundo a tua bondade. As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre.” Sl119.153 a 160
Estamos chegando ao final do Sl119, agora na letra rexe do alfabeto hebraico. Nesta estrofe encontramos 3 das 16 vezes, onde o pedido ‘vivifica-me’ é registrado. Por isso, o tema dessa estrofe é a Palavra e a vivificação.
Ansiamos por vida, por vida plena, por vida abundante. Mas onde temos buscado essa vida? Se temos dúvidas quanto à nossa resposta, basta perceber o que consome o nosso tempo e nossos pensamentos. E onde temos buscado vida.
Para o salmista a fonte da verdadeira vida é o Senhor. Ele pedia vida ao Autor e sustentador da vida. Esse pedido só foi possível porque ele conhecia Deus. Nesta estrofe podemos identificar vários atributos de Deus percebidos pelo salmista: libertador, salvador, misericordioso, bondoso, verdadeiro, justo, eterno.
Ele não via apenas os atributos de Deus, mas via sua vida entrelaçada neles. Ele podia confiar em Deus, sabendo que Deus o conhecia e sabia de tudo que enfrentava: aflição, perseguição, adversários, desgosto. Em meio às lutas, ele experimentava a certeza e a segurança de que sua vida estava diante do Deus Todo-poderoso a quem ele clamava, diante de quem ele derramava o coração.
No último verso desta estrofe, lemos: “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre”. Verdade e eternidade, dois temas preciosos nas Escrituras. Às vésperas da sua condenação, Jesus disse a Pilatos: “Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz. E Pilatos perguntou: O que é a verdade?”
Não é essa a pergunta mais repetida na história do mundo? O salmista reconheceu que a Palavra de Deus é, em tudo, verdadeira. E ainda acrescentou os períodos de tempo, desde o princípio e para sempre, para falar da duração, do alcance e da validade da Palavra. Ela é eterna; seus princípios são aplicáveis a todas as gerações, em todas em épocas e em todos os lugares.
Enquanto lutas e problemas drenam nossas forças, Deus nos vivifica por meio da sua Palavra. Cabe a nós: inclinar o coração, aquietar a mente, afinar a escuta e acolher o que Deus tem a nos dizer. Nem sempre Ele vai dizer o que queremos ou gostaríamos de ouvir, mas Ele sempre vai nos falar a verdade e nos revelar o caminho da vida, passo a passo, dia a dia.
Que nosso coração possa dizer como os filhos de Corá disseram no Sl 85.8: “Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos, e que jamais caiam em insensatez”. E que assim seja!