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Sl119 – Consolo e lembranças
“Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar. O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica. Os soberbos zombam continuamente de mim, mas eu não me afasto da tua lei. Lembro-me dos teus juízos de outrora e me consolo, ó Senhor. De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei. Os teus decretos são motivo dos meus cânticos, na casa da minha peregrinação. Lembro-me, Senhor, do teu nome, durante a noite, e observo a tua lei. Isto é assim comigo, porque guardo os teus preceitos.” Sl119.49 a 56
A estrofe de hoje do Sl119 corresponde a 7ª letra do alfabeto hebraico, Zaine. O tema é o consolo do Senhor através da sua Palavra.
Consolo é uma necessidade do ser humano. Quantas vezes já precisamos ser consolados?! O salmista nos conta que estava vivendo situações e experiências, onde o consolo era fundamental. Ele falou de espera, de angústia, de zombaria e de indignação. Coisas que nenhum de nós gosta de viver.
Importante perceber que estamos falando de um servo do Senhor, de alguém que buscava viver a fé em seu dia a dia. Em nossa mente, situações assim não deveriam fazer parte da vida do cristão. Mas fizeram parte da vida dos servos relatados na Bíblia, dos servos do passado e fazem parte da nossa vida.
Vivemos em um mundo caído, e por isso todos estamos sujeitos a lutas e sofrimentos das mais diversas formas. A diferença é o que o salmista testemunha e nos ensina. Ele não enfrentava as dificuldades sozinho, mas na presença de Deus.
Por três vezes ele usou o verbo lembrar. Na primeira vez ele pediu a Deus para lembrar da sua promessa. Ele esperava o cumprimento da Palavra de Deus, pois sabia da fidelidade do Senhor em cumprir sua palavra. Ao pedir para Deus lembrar da promessa, ele também estava lembrando e sendo assim fortalecido para continuar esperando o tempo e o agir do Senhor em sua vida.
Na outra vez o salmista disse que lembrou dos juízos de Deus e essa lembrança o consolava. E também, à noite, lembrava do nome de Deus. Muitas vezes somos assaltados por lembranças e pensamentos difíceis nas horas da noite. A escolha do salmista foi lembrar do nome de Deus nesses momentos, nos mostrando um caminho excelente para seguirmos.
Deus nos criou com a incrível capacidade de lembrar. Lembramos de histórias, fatos, cenas, sentimentos, e tantas outras coisas. As lembranças precisam ser orientadas. Deixadas soltas tem a tendência em se concentrar em dores e feridas do passado.
Podemos aprender a ver as lembranças com os óculos da graça e do amor de Deus. Quando processamos o que vivemos diante da presença e da palavra do Senhor, experimentamos a cura que vem das suas mãos.
Quais são as lembranças que carregamos? Elas nos ferem ou já as vivemos na presença curadora e consoladora do Senhor?
Quero terminar com a preciosa fala do salmista: “o que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica”. E que assim seja também em nós!
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