zz zz PERGUNTAS DE JESUS
Continuação da série iniciada em Janeiro
Quaresma são 40 dias dedicados à contrição orações e jejuns em preparo às comemorações da Semana Santa.
Hoje consideramos o texto justamente em que Jesus previne os discípulos sobre Sua morte
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Me verão de novo?
“Jesus, percebendo que queriam lhe fazer perguntas, disse: — Vocês estão discutindo a respeito disto que eu acabo de falar: “Um pouco, e vocês não me verão mais, e outra vez um pouco, e me verão de novo”? Em verdade, em verdade lhes digo que vocês vão chorar e se lamentar, mas o mundo se alegrará. Vocês ficarão tristes, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, fica triste, porque chegou a sua hora; mas, depois de nascida a criança, já não se lembra da aflição, pela alegria de ter trazido alguém ao mundo. Assim também agora vocês estão tristes. Mas eu os verei outra vez, e o coração de vocês ficará cheio de alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês.” João 16.19 a 22
*Você já imaginou o que os primeiros discípulos pensaram, sentiram e experimentaram ao andar com Jesus? Hoje conseguimos entender as palavras de Jesus porque já se cumpriram e fazem todo sentido quando olhamos o final dos evangelhos. Mas eles estavam no processo. E o que Jesus falava sobre sua morte e ressurreição desafiava seu entendimento e permeava suas conversas. Foi assim nesse texto.
Eles conversavam entre si, e Jesus, sabendo o que os inquietava, tomou a iniciativa e perguntou: “Vocês estão discutindo a respeito disto que eu acabo de falar: “Um pouco, e vocês não me verão mais, e outra vez um pouco, e me verão de novo”?
*Sabemos que ‘um pouco’ era o tempo que se aproximava para sua morte, quando os discípulos ficariam separados do Senhor. E ‘outra vez um pouco’ se refere aos 3 dias, quando Jesus ressuscitaria e estaria visível, presente novamente com os discípulos.
*Após a pergunta, Jesus trouxe mais detalhes. Não deve ter sido fácil ouvir que eles enfrentariam choro, lamento e tristeza, comparados à dor de parto, provavelmente uma das dores mais intensas que conhecemos. Mais do que a intensidade da dor, Jesus revelou que a dor não era o final, mas uma parte do processo.
*O final seria a alegria: assim como a alegria do nascimento de um filho é bem maior do que a dor do parto, a ressurreição de Jesus traria uma alegria duradoura, permanente, uma alegria que ninguém poderia tirar. A alegria da ressurreição é a afirmação de que Jesus venceu a morte, possibilitando a todo aquele que nele crê, a vida eterna.
*Estamos sempre em busca de alegrias. Chegamos a desfrutar de momentos de alegria; existem circunstâncias e relacionamentos que nos alegram. Mas são alegrias que podem acabar, pois estão sujeitas às dinâmicas da vida. Só em Jesus podemos ter uma alegria permanente, que não pode ser tirada, pois não depende das circunstâncias. Essa alegria está firmada e fundamentada em Jesus, em sua obra consumada na cruz e na ressurreição.
*Volto a pensar nos primeiros discípulos ao ouvirem que teriam essa alegria. Imagino que as palavras de Jesus foram lembradas e relembradas enquanto choravam sua morte. Da mesma forma, lembrar da alegria que temos em Jesus e que não pode ser tirada, nos ajuda a enfrentar as dores deste mundo hoje, amanhã e em cada um dos nossos dias!
*Que possamos lembrar, viver e agradecer a Deus pela alegria da salvação em Jesus, a alegria que jamais nos será tirada!
Elayne Manzano