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17 - Quando algo nos falta
“E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” - Ex15.22
Israel conheceu o poder de Deus na extraordinária travessia do Mar Vermelho, onde foi liberto da escravidão do Egito. Moisés adorou o Senhor e Miriã dançou expressando a gratidão da nação.
Na sequência imediata do texto, os israelitas caminharam três dias no deserto sem encontrar água; quando encontraram eram águas amargas, estavam em Mara.
Temos então o primeiro registro, entre vários, de murmuração em Israel. Deus milagrosamente tornou a água potável e provou o povo; falou das consequências de ouvir e obedecer a sua voz.
Conhecemos bem a murmuração; tem sido muitas vezes, a primeira reação do ser humano, a nossa reação, diante de privações, lutas e adversidades. Inclusive entre o povo de Deus!
Quando murmuramos estamos dizendo ao Senhor que Ele não tem cuidado direito de nós, que não é um bom Pai, que não supre nossas necessidades. Mais do que palavras, a murmuração expressa o que temos no coração, revela nossa falta de confiança no Amor do Pai.
O texto termina nos contando de Elim – um oásis com setenta palmeiras e doze fontes de água pura, logo à frente, preparado por Deus para seu povo.
Deus conhece todas as nossas necessidades e pode suprir cada uma. Mas Ele também conhece nosso coração desconfiado, que precisa ser provado. Preste atenção às suas murmurações, entenda que nascem no coração, perceba seus efeitos.
Também reconheça as privações e adversidades como oportunidades para aprender a confiar completamente no Senhor! Lembre-se que Jesus pode ter um Elim logo à frente, com sombra e água fresca!
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